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Levando a família pra frente

Revdo. Carlos Samuel Reyes Rodriguez examina a expectativa que vem da geração mais velha de viver uma vida melhor e retornar o favor para a família.


Veja mais vídeos da série Adiante com Revdo. Carlos:

Formatura: Uma Pausa Abençoada / Identidade / Paz Pessoal & Bem Estar


Roteiro:
Oi família, eu sou o Carlos Samuel Reyes Rodrigues e eu sirvo como Diácono na Peninsula-Delaware aprendendo sobre o jeito de vida do nosso povo Latinx.

Como migrantes, nós estamos vivendo em dois mundos. Nós ainda ouvimos que não somos daqui ou de lá, nos deixando sem fronteiras. Nossos corpos podem estar presentes mas as nossas mentes sempre habitam nas memórias de infância, velhos amigos e lugares que marcaram o jeito que os nossos pais ou nós crescemos.
Nós vivemos com a expectativa que essa terra nos manda assimilar, enquanto a vida de nossos pais e avós nos motivam a levar a nossa família pra frente. Nós somos a esperança deles encarnada. Nós vimos as suas lutas; nós recebemos as suas mais puras manifestações de amor quando eles deixaram sua família, sua terra, seu lar para nos levar adiante.  

Não é que o testemunho de nossos pais fazem a pressão de prosperar mais pesada? Eu não acho que é uma pressão imposta, ao invés, ela emerge de nós mesmos, de um lugar de gratidão. Nós queremos responder com gratidão ao cuidar deles, ao agradar a eles em retribuição pelos seus esforços santos - apesar de que sabemos que nós nunca vamos ser capazes de pagá-los de volta. A questão é “como é possível que poder encarnar o levar a família pra frente quando em muitas ocasiões nós nos sentimos bloqueados pelo uso armado de rótulos do nosso status de migração?” Nós temos a tendência de empurrar e trabalhar mais duro. Nós temos que fazer mais sacrifícios pra poder sobreviver. 

Um grupo resiliente de jovens, estudantes Sonhadores da Delaware State University tem  nos mostrado o que significa levar a família pra frente. Desde o início, eles carregaram responsabilidades fora de seu alcance. Por meio deles, muitos pais compraram a casa própria. Eles ajudaram seus pais a navegar através de traduções de línguas, tecnologia e através de dois mundos que são estruturados com valores diferentes; individualismo versus vida em comum. Agora na faculdade, enquanto tem uma carga máxima de classes e trabalham de 20 a 35 horas por semana, estudantes Sonhadores visitam o congresso e representantes em Washington D.C. para pleitear por suas vidas e as de seus pais.    

Eles são a encarnação da tenacidade de seus ancestrais em lugares que eles não foram bem-vindos. A sua resistência prova o seu compromisso de levar a família também o resto da comunidade LatinX pra frente. Exigindo que de fato eles são de lá e daqui.
Eles me lembram de Jesus em Mateus, capítulo 9 versículo 35. Onde Ele vai as vilas e cidades diferentes, ensinando em sinagogas, proclamando as Boas Novas, e curando os que estavam doentes. Eles estão indo a igrejas para proclamar que eles são filhos de Deus e nos curando do sentimento de xenofobia. Nós entendemos que nós unimos as comunidades e isso é um presente poderoso. 

Em teoria, nossa vida espiritual nos ensina que nós somos membros de um corpo intrinsecamente conectado e quando um membro sofre, o corpo inteiro sofre. Quando um se alegra, o corpo também se alegra. Sonhadores nos mostra como isso é vivido.
E por esse testemunho, eu sou agradecido.
O Amor, Justiça e Paz de Deus seja sempre com você.