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Falando sobre Treino

Infelizmente, um dos momentos mais definitivos da carreira de Allen Iverson (apelidado de "The Answer", é um ex-jogador norte-americano de basquete profissional que atuava como ala. Considerado um dos melhores jogadores da década de 2000 da NBA)  foi uma conferência de imprensa sobre treino.

“Nós estamos sentados aqui -- eu deveria ser um suposto jogador de franquia, e nós estamos aqui falando sobre treino. Quero dizer: nós estamos falando sobre treino. Não sobre o jogo. Não sobre o jogo. Não sobre o jogo. Nós estamos falando sobre o treino. Não sobre o jogo. O jogo que eu me dedico, me mato e jogo tão bem como se fosse a minha última vez. Não o jogo. Nós estamos falando sobre o treino mano.”

Isso foi declarado como uma ação não profissional, e um mau exemplo para jovens e crianças que se impressionam facilmente com o que ouvem.

É claro que o discurso é mais profundo do que  Iverson desprezando a prática, mas nós não temos tempo pra isso agora.

Todos nós sabemos a importância da prática.

“A prática traz a perfeição” é o que você deve ter ouvido falar quando criança.

O treino nos ajuda a melhorar, nos mantêm consistentes, nos mantém focados no que queremos alcançar. O treino nos transforma em melhores jogadores. Você não pode esperar ser bom em algo se você não dedica tempo e o esforço (o treino).

As Três Regras Gerais do Metodismo são:

  • Não praticar o mal
  • Zelosamente praticar o bem
  • Atender às ordenanças de Deus

A terceira é como o treino. Você tem que dedicar tempo, esforço e amor; você tem que praticar amar a Deus.

É como em qualquer relacionamento. Você não pode deixar pra lá e esperar que tudo siga do mesmo jeito. Relacionamento requer dedicação, esforço, compromisso e tempo.

Uma das disciplinas espirituais que estou me esforçando em praticar é a oração. Eu acredito - apesar de que isso possa causar um debate - que não existe um jeito “certo ou ortodoxo de orar. Eu tinha uma visão tradicional sobre a oração por causa do meu passado. Eu achava que a oração precisava acontecer de um certo jeito, tinha que ter uma certa aparência e que eu tinha que sentir de uma certa maneira. Quando meu filho nasceu, eu mudei de idéia. 

Nós temos um filho que está no espectro de autismo. Ele tem nove anos, mas a sua habilidade linguística é de uma criança de cinco anos. Quando ele tinha três anos, ele só sabia cinco palavras. Minha maior esperança e objetivo era de simplesmente me comunicar com ele. Eu não me importava como - eu só queria que ele pudesse falar comigo.

Eu fiquei imaginando se é assim que Deus se sentia: Deus não se importa como eu falo com ele, quando e quais são os métodos eu uso pra falar - mas simplesmente, o fato é que eu estou me comunicando com Deus. Isso me levou a deixar todos os jeitos “corretos” de orar.

Agora eu oro quando estou caminhando; lavando a louça; aquecendo minhas mãos com uma xícara de café; esperando uma reunião começar. Ao mesmo tempo eu faço questão de ter um tempo intencional de oração, e depois disso eu reflito com Lex Orandi Lex Credendi (o que significa: nossa oração afeta o que cremos). O mais importante é que continuemos a orar.

Primeiramente, eu vou admitir, é meio estranho, esquisito, desajeitado e talvez nos desanimamos e tentamos parar. Mas aprender qualquer coisa nova é assim. Nós temos que persistir e continuar a treinar e tudo vai ser bem mais natural. 

Mais uma referência ao basquete, se puder:

O 6º  Jogo das finais da NBA entre o Miami Heat e os San Antonio Spurs. Os Spurs estavam na frente do jogo e estavam prestes a ganhar o campeonato. Alguns dos fãs do Miami Heat saíram da arena antes do jogo terminar para evitar o trânsito, pensando que eles tinham perdido. 

Mas as coisas mudaram pra melhor (ou pior para os torcedores dos Spurs). Ray Allen fez um dos tiros mais dramático e quase impossível. Foi uma das jogadas mais sortudas na história da humanidade. Mas a coisa mais impressionante é que o Ray Allen treinou aquele tiro o tempo todo. Pegue a bola, dê um passo pra trás, arremesse em um movimento. Ele treinou e treinou e treinou. Quando o momento finalmente chegou - ele não estava sobrecarregado com a pressão do momento - a memória muscular dele tomou posse e ele arremessou como treinou milhares de vezes antes.

O ponto é que - o quanto mais treinamos, o mais natural tudo se torna. As pessoas com quem me maravilho e admiro a sua força e espiritualidade - até nos momentos mais sombrios de suas vidas - é porque elas “treinaram” a sua comunhão com Deus.

Assim é com nossos amigos - aqueles que nos ajudam a enterrar os nossos defuntos, sem questionar. Esse tipo de relacionamento não acontece do dia para noite. É porque participamos da vida um do outro, derramamos nossas vidas uns para os outros e esse vínculo se forma.

Então vá orar. Escreva as suas orações, respire as suas orações; dance as suas orações; caminhe e ore; medite e ore; encontre formas de orar e ore sem cessar. 


Joseph Yoo tem o coração na Costa Oeste e vive contente em Houston, Texas com sua esposa e filho. Ele serve a igreja Mosaic Church em Houston. Encontre outras redações dele no josephyoo.com.