Na nossa jornada com Jesus, saber não é suficiente. O que fazemos com o que sabemos é onde a nossa fé ganha vida; onde ela importa e conta de verdade.
Os ensinamentos de Cristo não foram feitos para serem apenas metafóricos ou teóricos. Eles são um convite prático para encarnar o amor, a bondade e a justiça. A Igreja Metodista Unida sempre abraçou uma fé que integra tanto a santidade pessoal quanto a social — a fé pessoal e a acção comunitária caminham juntas. Eis uma reflexão sobre alguns ensinamentos de Cristo:
“Ame o teu próximo como a ti mesmo” (Lucas 10:27)
Neste capítulo, Jesus é questionado sobre a vida após morte. Ele muda a atenção do que acontece depois que morremos para o que podemos fazer enquanto ainda estamos vivos. Jesus enfatiza este ponto ao falar da importância de amar o próximo e conclui com o sábio conselho: “vá e faça o mesmo”.
Esta história nos desafia a amar e cuidar dos outros, especialmente daqueles que precisam. Muitas congregações metodistas unidas demonstram esse amor ao próximo por meio de ministérios que ajudam a suprir as necessidades das suas comunidades: bancos alimentares, hortas comunitárias, programas de refeições para pessoas com insegurança alimentar. Estes são apenas pequenos exemplos de igrejas sendo boas e fiéis vizinhas.
Pessoalmente, amar o próximo pode significar estender a mão a um colega de trabalho, fazer trabalho voluntário num abrigo local ou defender políticas sociais que protejam os mais vulneráveis. Cada acto de bondade reflecte o amor de Cristo no mundo.
“Bem-aventurados os Pacificadores” (Mateus 5:9)
Jesus declarou que os pacificadores serão chamados filhos de Deus. A “paz” de que Jesus fala não é a ausência de conflito, barulho ou discórdia mas uma forma de plenitude.
Este ensinamento desafia-nos a acessar espaços para proporcionar harmonia, integridade e/ou plenitude. Ela nos incentiva a buscar a reconciliação e a cura.
Muitas Igrejas Metodistas estão envolvidas na promoção da plenitude da vida, desde o combate a conflitos dentro das suas comunidades locais até a promoção de iniciativas globais para a estabilização da harmonia. Por exemplo, algumas igrejas locais promovem diálogos inter-religiosos ou grupos de reconciliação racial para promover o entendimento, na esperança de promover cura e unidade.
Ao nível pessoal, ser pacificador pode significar perdoar alguém que te machucou, mediar conflitos dentro da família ou manifestar-se contra discursos de ódio e discriminação. Criar a paz é criar ambientes onde o amor e a justiça prevalecem promovendo assim a plenitude.
"Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes pequeninos , a mim o fizestes." Mateus 25:40
Mateus 25 pode ser um pouco escandaloso por causa das pessoas com as quais Jesus se identifica: os famintos, os sedentos, os estranhos, os doentes, os presos, etc. Ele ensina que servir os necessitados é o mesmo que servi-Lo (e ignorar os necessitados é o mesmo que ignorar Jesus).
Os metodistas unidos sempre estiveram profundamente comprometidos com a justiça social e o cuidado com os marginalizados. Através de missões como a Comissão de Assistência da IMU ( UMCOR) , a Igreja responde a desastres naturais, pobreza e crises globais. Ao nível local, muitas igrejas administram (ou fazem parte) de ministérios prisionais — apoiando não apenas indivíduos encarcerados, mas também as suas famílias com compaixão e dignidade.
Individualmente, as palavras de Jesus chamam-nos a olhar além do nosso "eu" e da nossa zona de conforto. Somos movidos por amor a amar e este manifesta-se de várias formas: voluntariado num hospital local ou missão de resgate; apoio a famílias refugiadas; Ou simplesmente estar presente para alguém que se sente esquecido. Ser fonte e presença de amor são maneiras poderosas de viver a nossa fé.
" Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações" Mateus 28:19
A Declaração de Missão da Igreja Metodista Unida é "fazer discípulos de Jesus Cristo para a transformação do mundo." Isso ecoa a Grande Comissão: o convite de Jesus para compartilhar o Evangelho e fazer discípulos.
As Igrejas Metodistas Unidas vivem este ensinamento oferecendo espaços inclusivos onde as pessoas podem encontrar o amor de Cristo. Muitas igrejas focam-se em alcançar jovens, pessoas que não frequentam igrejas e aqueles que se sentem desconectados da fé. Programas como a Escola Bíblica de Férias, eventos comunitários e ministérios digitais tornam o discipulado acessível à comunidades modernas.
Pessoalmente, continuo voltando às palavras de São Francisco de Assis: Pregue o Evangelho. Use palavras quando necessário. As nossas ações pesam mais do que as nossas palavras. Um testemunho autêntico de amor e fé enraizados em Cristo não só fala mais alto que as nossas palavras, mas também pode ser contagiante e inspirador.
Devemos entender que viver os ensinamentos de Cristo não é uma jornada solitária. Sempre foi — e sempre será — uma jornada comunitária. Dependemos uns dos outros — famílias da igreja, turmas da escola dominical, pequenos grupos e comunidades de fé mais amplas — para inspirar e apoiar uns aos outros. Por meio do culto, do serviço e da comunhão, somos constantemente lembrados do nosso chamado para viver como Cristo nos ensinou.
Nas palavras de João Wesley, "O evangelho de Cristo não conhece religião senão a social; não conhece santidade senão a santidade social." A nossa fé nos chama não apenas a acreditar, mas a agir. Ao amarmos o nosso próximo, fazer as pazes, servir os marginalizados, compartilhar a nossa fé e fazer brilhar a nossa luz, damos vida aos ensinamentos de Cristo num mundo que desesperadamente precisa deles.
Que nós, como indivíduos e como corpo de Cristo, continuemos vivendo os Seus ensinamentos com coragem, compaixão e fé inabalável.
Joseph Yoo é o autor de "Quando os Santos Vão Voar". Vive em Houston, Texas, com a sua esposa e filho. Ele serve na Mosaic Church em Houston. Encontre mais textos dele em josephyoo.com.